sexta-feira, 10 de junho de 2011

A partir de julho, certificação será exigência para atuar como profissional de crédito


Profissionais que já atuam no setor, contudo, terão três anos para se certificarem, conforme explica a Aneps 

A partir de julho, os profissionais de crédito, como os agentes de crédito pessoa física, deverão tercertificação para atuar no País. 

A medida, de acordo com a Aneps (Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo), atende a nova regulamentação do Banco Central (Resolução 3.954/11, alterada pela Resolução 3.959/11), que pretende normatizar a qualificação destes profissionais, estabelecendo padrões de governança a serem cumpridos e tornando, dessa forma, a operação mais segura e transparente para o consumidor. 

“Com a democratização do crédito e o fim da informalidade nesse mercado quem ganha é o consumidor, que terá seus direitos preservados, além de verificar um ganho de qualidade significativo nas operações de crédito”, avalia o presidente da Associação, Luis Carlos Bento. 

Certificação 

Os profissionais que já atuam no setor terão três anos para se certificarem. 

O certificado será obtido por meio de uma prova que irá avaliar temas como ética nos negócios – incluindo o Código de Defesa do Consumidor -, produtos e serviços, fundamentos do mercado financeiro, e sistema financeiro nacional. 

Em um primeiro momento, para participar da prova, o profissional terá que comprovar formação escolar (4ª série ou, hoje, 5º ano do ensino fundamental) e aceitar o Código de Ética e Conduta da Aneps. Estes requisitos, segundo Bento, podem mudar com o passar do tempo. A prova custará R$ 250 e a certificação terá que ser renovada a cada três anos. 

Para quem não conseguir passar na prova e para aqueles que desejam começar na profissão, haverá um curso à distância de capacitação profissional, realizado pela ABBC (Associação Brasileira de Bancos). 

De acordo com a entidade, o curso, que também será disponibilizado em julho, terá duração de nove horas e abordará assuntos como educação financeira, produtos financeiros, ética, defesa do consumidor, negociação e vendas, riscos, e legislação e regulação. O preço ainda não está definido. 

Agente de crédito 

Segundo dados do BC, atualmente, existem no Brasil mais de 200 mil agentes de crédito. Conforme explicação do presidente da Aneps, esses profissionais fazem uma ponte entre a empresa promotora de crédito e o consumidor final, oferecendo empréstimos a taxas atrativas para estes últimos. Vale lembrar, contudo, que, ao contrário do que muitos pensam, esta é uma profissão descaracterizada da atividade bancária, ou seja, quem a exerce não é um bancário. 

Ainda na opinião de Bento, o trabalho de agente de crédito pode ser uma oportunidade para quem está inciando no mercado do trabalho. “Apesar do alto número de profissionais, ainda há muito espaço para quem quer se tornar agente, sendo uma oportunidade para quem está começando a vida profissional, bem como para aqueles que já se aposentaram”. 

Dentre as competências exigidas para quem quer trabalhar no setor, destacam-se a facilidade de relacionamento com o público, disposição, iniciativa e conhecimento básico de finanças. 

No que diz respeito ao salário, em início de carreira, este pode variar de R$ 600 a R$ 1 mil, fora as comissões.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Governo lança edital do Empreender e anuncia linha de crédito


Lançamento do Programa Empreender aconteceu no Palácio da Redenção.

Apicultura, atividade têxtil, mineração, pecuária e agricultura familiar são alguns dos 25 arranjos produtivos locais (APLs) que o primeiro edital do Programa de Apoio ao Empreendedorismo da Paraíba (Empreender-PB) deve beneficiar inicialmente. Lançado nesta terça-feira (7), o Programa deve investir entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões na economia paraibana em 2011, segundo o governador Ricardo Coutinho. Ele anunciou, ainda, que o Programa vai lançar, nesta quinta-feira (9), uma linha de crédito para os artesãos, durante a abertura do Salão do Artesanato Paraibano, em Campina Grande. 

Foto José Marques/Secom-PB
Durante o lançamento, o governador lembrou que a opção por iniciar o Programa com edital voltado para negócios coletivos partiu de um estudo realizado pelo Empreender-PB, que identificou 25 APLs potenciais para investimentos. “Isto nos deu uma base para a aplicação imediata dos recursos, mas a tendência é que outros APLs sejam incorporados. É uma infinidade de situações que poderemos incentivar com crédito e capacitação para que as nossas regiões se desenvolvam”, explicou Ricardo Coutinho. 

Ele também anunciou o lançamento de uma nova linha de crédito, voltada para artesãos e associações de artesãos. De acordo com técnicos do Empreender-PB, para este público serão destinados recursos da ordem de R$ 1 milhão, através de financiamentos com limite de até R$ 2 mil para pessoa física, e até R$ 10.900 para associações. A expectativa do Programa é que, até o final do ano, sejam lançados cinco editais. 

O primeiro edital, aberto nesta terça-feira, disponibiliza R$ 5 milhões com financiamentos de até R$ 500 mil para negócios coletivos. Além deste, o subsecretário executivo do Empreender-PB, Tárcio Pessoa, lembrou que serão oferecidas três modalidades de crédito para empreendedores individuais, pessoas em situação de vulnerabilidade social e micro e pequenas empresas. 

“O Programa quer atingir a base da pirâmide social, fomentando a produção e comercialização, mas também consolidando as cadeias produtivas com a oferta de assistência técnica, tecnologia de gestão, acesso a mercados e montagem de marcas”, destacou. 

Durante a solenidade de lançamento do Empreender-PB, foram assinados dois termos de cooperação técnica, que formalizam parcerias com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Empreender João Pessoa. Mas, segundo o governador, é possível que outras parcerias sejam realizadas com instituições como o BNDES e com outros municípios que realizem projetos na área de microcrédito.     “O Empreender Paraíba veio para somar com outros projetos para dinamizar a nossa produção em todas as regiões do Estado. Estou muito esperançoso com isto”, afirmou o governador. 

Também participaram do evento, o vice-governador do Estado, Rômulo Gouveia; o secretário de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico, Renato Feliciano; o prefeito de João Pessoa, Luciano Agra; o arcebispo Dom Aldo Pagotto; o secretário do Empreender-JP, Raimundo Nunes; o superintendente do BNB, Francisco Carlos Cavalcanti; entre outras autoridades.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Feirão da Caixa movimenta R$ 4,5 bilhões


A Caixa Econômica Federal (Caixa) superou o volume de R$ 4,5 bilhões entre negócios fechados e encaminhados no primeiro final de semana do 7º Feirão Caixa da Casa Própria. O evento recebeu cerca de 182 mil visitantes, entre os dias 13 e 15 de maio, em São Paulo, Salvador, Fortaleza, Curitiba e Uberlândia. 

De sexta (20) a domingo (22), o feirão estará em mais seis cidades brasileiras: Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Campinas. De 3 a 5 de junho, será a vez de Belém e, por fim, de 10 a 12 de junho, será realizado em Florianópolis. O Feirão da Casa Própria em sua sétima edição oferece mais de 450 mil imóveis. 

Em São Paulo, o feirão recebeu mais de 73 mil visitantes, e movimentou R$ 2,025 bilhões em negócios. Cerca de 35 mil pessoas visitaram o evento em Curitiba, que teve R$ 1 bilhão movimentado no final de semana do evento. Em Fortaleza, 20 mil pessoas passaram pelo evento, onde foram movimentados R$ 714 milhões. Na capital baiana, a Caixa registrou mais de 38 mil visitantes, e R$ 500,9 bilhões. E em Uberlândia, foram 16 mil visitantes, e R$ 328 milhões em negócios. 

As linhas de financiamento para a casa própria da Caixa atendem a todas as faixas de renda familiar, com prazo de pagamento de até 30 anos. Os juros podem variar de 4,5% até 13,5% ao ano, mais Taxa Referencial (TR), para todas as modalidades de financiamento. 

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Aprovadas novas regras para o Minha Casa, Minha Vida


O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (10), Medida Provisória (MP) 514/10, transformada no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 10/11, que estabelece novas regras para a segunda etapa do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Para garantir a nova etapa, que prevê a construção e a reforma de dois milhões de moradias para o período de 2011 a 2014, o governo elevou de R$ 14 bilhões para R$ 16,5 bilhões as transferências da União para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), que financia o programa. O PLV, aprovado como veio da Câmara, agora segue para sanção presidencial. 

As mudanças têm o objetivo de tornar as regras do programa mais claras, facilitando seu entendimento pela população, e também os procedimentos para a regularização fundiária de assentamentos localizados em áreas urbanas, de acordo com o Executivo. A matéria abrange, portanto, o Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU) e Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). 

Os deputados aprovaram mudanças na MP original enviada pelo Executivo, entre as quais os valores da renda das famílias que devem ser beneficiadas pelo programa: antes, eram famílias que recebiam mensalmente até dez salários mínimos (R$ 5.450 pelos valores atuais); com o PLV, cai o referencial do mínimo e o teto fica fixado em valor nominal de R$ 4.650. Relator da matéria na Câmara, o deputado André Vargas (PT-PR) explicou que tal mudança visa beneficiar as famílias de baixa renda, que com o limite nominal de R$ 4.650 conseguirão se adequar melhor às novas regras. 

A MP, que teve como relator no Senado Waldemir Moka (PMDB-MS), também beneficia mulheres e famílias chefiadas por mulheres, deixando de exigir a assinatura do cônjuge nos contratos em que elas são beneficiadas. A exceção é somente nos casos de contratos que envolvam recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Para que as mulheres sejam contempladas pelo programa, a renda mensal da família não pode ser maior do que R$ 1.395. 

Além da comprovação de que o interessado no benefício do programa habitacional integre família com renda mensal de até R$ 4.650, haverá prioridade de atendimento às famílias residentes em áreas de risco, insalubres ou que estejam desabrigadas. Outras prioridades para o atendimento são famílias com mulheres responsáveis pela unidade familiar e as que tenham pessoas com deficiência. 

Subvenção econômica 

Para a implementação do programa Minha Casa, Minha Vida, a União concederá subvenção econômica ao beneficiário pessoa física no ato da contratação do financiamento habitacional, observada a disponibilidade orçamentária e financeira do Executivo. Essa subvenção será concedida exclusivamente a mutuários com renda mensal de até R$ 2.790, em uma única vez, por imóvel e por beneficiário. 

Realizará ainda oferta pública de recursos destinados à subvenção econômica para moradores beneficiados quem vivem em municípios com população de até 50 mil habitantes. Essa medida não trará qualquer prejuízo para a possibilidade de atendimento aos municípios com população entre 20 mil a 50 mil habitantes, que poderão ser beneficiados por outras formas previstas no programa. Ao todo, espera-se que 228 municípios sejam beneficiados, segundo o relator da matéria na Câmara. 

Por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a União concederá também subvenção econômica sob a modalidade de equalização de taxas de juros e outros encargos financeiros, especificamente nas operações de financiamento de linha especial para infraestrutura em projetos de habitação popular.

Além da transferência de recursos para o FAR até o limite de R$ 16,5 bilhões - que financia o programa -, a MP manteve permissão para a União transferir recursos no valor de R$ 500 milhões para o Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). 

O programa Minha Casa, Minha Vida também passou a autorizar o custeio para aquisição e instalação de equipamentos de energia solar ou que contribuam para a redução do consumo de água em moradias. No caso de empreendimentos com recursos do FAR, poderão ser financiados também equipamentos de educação, saúde e outros sociais complementares à habitação. 

Do total de dois milhões de unidades habitacionais previstas até 2014, o mínimo de 220 mil serão produzidas por meio de concessão de subvenção econômica, de acordo com o texto final aprovado na Câmara. 

A proposição estabelece ainda que aquele que exercer, por dois anos ininterruptos e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 250 m², poderá adquirir o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. A pessoa a ser beneficiada deve, nesse caso, estar utilizando o imóvel para sua moradia e a de sua família. Esse direito não será concedido à mesma pessoa mais de uma vez. 

Elina Rodrigues Pozzebom e Helena Daltro Pontual / Agência Senado